Usuários indignados lotaram salas de bate-papo para protestar. O acesso ao Twitter começou a ser bloqueado logo depois das 17h (6h em Brasília).
"Toda a comunidade Twitter na China está explodindo com isso", disse o comentarista de tecnologia Kaiser Kuo, de Pequim. "Isso é parte da vida aqui. Se algo me surpreende, é que tenha demorado tanto."
Na quinta-feira se completam 20 anos do dia em que tanques entraram na praça Tiananmen (ou Paz Celestial) antes do amanhecer para reprimir manifestações de estudantes e trabalhadores. A China nunca divulgou o saldo total de mortos daquilo que diz ter sido uma conspiração "contrarrevolucionária".
Outros internautas disseram estar tendo acesso negado aos serviços e Windows Live e Flickr.
O acesso ao serviço de vídeos YouTube já havia sido bloqueado em março, depois que tibetanos no exterior divulgaram imagens da repressão a protestos de 2008 no Tibete.
Repórteres sem Fronteira
A organização Repórteres Sem Fronteira se mostrou, em um comunicado, "escandalizada" com o bloqueio, e denunciou o fechamento de acesso também ao Bing (novo buscador da Microsoft), Opera, Wordpress ou Blogger, segundo a agência France Presse.
"As autoridades de Pequim não recuam diante de nada para impor o silêncio sobre o que aconteceu há 20 anos nesta praça", prosseguiu a RSF. "Bloqueando o acesso a sites utilizados diariamente por milhões de internautas chineses, o governo prefere apostar na censura e na segurança a qualquer preço, do que aceitar um debate sobre este importante episódio da China contemporânao", declarou a organização.
Fonte: Reuters
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